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Valquíria Gesqui Malagoli |
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Poesia, prosa, trabalhos e eventos literários |
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Um duelo entre a poesia clássica e a moderna. Assim é o enredo do livro Versos versus Versos, o primeiro de autoria da jundiaiense Valquíria Gesqui Malagoli. Escritora de gaveta desde a adolescência, Valquíria tomou coragem para mostrar seu talento e, em Versos versus Versos, reúne poesias daquela época e novas criações, num contexto moderno, que permite brincar com as palavras. “Sempre fui apaixonada por poesia clássica, sem abandonar a moderna. Mas confesso que me incomodavam as críticas aos textos clássicos, porque sempre encarei as formas específicas como um grande desafio, onde é possível aliar forma, conteúdo e acima de tudo, sentimento”, justifica. E não foi à toa que Valquíria elegeu o monumento do Coliseu de Roma - palco de muitas lutas no passado - para ilustrar a capa de seu livro. Segundo ela, o livro possui três personagens distintos: um poeta clássico, um moderno e o narrador, que assume um papel imparcial na história. “É uma oportunidade do leitor se identificar com um dos estilos, e também conhecer melhor o outro, encontrando seus méritos, nesse duelo onde o escudo é o dicionário e as armas são lápis, borracha e papel”. Mas, quem vencerá, afinal, esse instigante duelo de palavras? |
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Valquíria Gesqui Malagoli |
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Poesia, prosa, trabalhos e eventos literários |

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- Tão logo estavam presentes no combinado local, os armados combatentes, numa condição igual: por espada dicionário, lápis, borracha e papel; por teatro mortuário um belíssimo vergel... partiram para a peleja. Foram dela testemunhas vibrante sol que flameja e corta o vento co’as unhas, aves bem quietas nos ninhos, sapos coachando nos lagos, e uvas prontas para os vinhos pendendo os lustrosos bagos. Aquela arena era o estro: flores miúdas no chão, sabiá - garboso maestro -, trigo sugerindo o pão. Sem elmo ou quaisquer diademas ambos mostravam o rosto. Só lhes cingiam poemas... vinham deles força e gosto!
“Ao bom poeta – diz o primeiro desferindo seu golpe ligeiro – não prende o rigor da norma, tão pouco é prisioneiro seja da medida que oprime, seja da riqueza das rimas. Essa dureza que deforma, da qual vós exalais o cheiro, está aquém das obras-primas às quais damos as formas...”
- E o segundo defendeu-se...
“Bom amigo das letras, eu lhe digo, o motivo que tenho o trago aqui. Suspenso o leva o pobre colibri... como incenso, no céu, encontra abrigo.
Para que me deforme não é chama, nem é corrente para que me prenda. Antes, numa janela, é sutil fenda: refrigério onde o olhar encontra cama.
Sobrevivente ele é, pois, entre as bombas que, por algumas bocas proferidas atingem além do alvo também pombas.
Em nome da defesa de um tesouro, julgai-vos com direito de feridas causar em quem buscou primeiro o ouro.”
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