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Valquíria Gesqui Malagoli |
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Poesia, prosa, trabalhos e eventos literários |
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“Os matizes prodigiosos da poesia que canta a natureza e exalta a emoção de fazer parte dela com intensidade vão palmilhando o campo das almas sensíveis, convidando o leitor à fantasia e à imaginação a partir da realidade observada e narrada com fluência singular em poemas vibrantes, haicais e cantilenas, versatilidade de construções literárias e sentimentos (...). Seus poemas e poesias florescem eruditos para naturalmente desabrochar com frescor ingênuo e convidativo, como se as leis da natureza fossem mais suaves que a flamejante realidade, deleitando com emoção entusiasmada e simplicidade comovente o leitor que se embala nos seus versos (...). A poesia de Valquíria é oferenda: é preciso atenção aos movimentos das palavras, reflexões e observações contidas em cada verso, nas entrelinhas desnudadas em desejos que oferecem o jogo da fantasia e revelam, de forma surpreendente, o dom de intuir a realidade pelos caminhos da imaginação.” Josyanne Rita de Arruda Franco
Solo
Ao meu dileto amigo – invisível, Que percebo à distância ir... disperso... E à memória do passado incrível, Do qual este presente é o reverso, Eu danço à revelia, Em solitária orgia.
E ele, em voo solo, noutro quarto, Sobre a vida, agora insossa, dança, Sentindo-se de tudo que há... farto! Prende-se-me à cintura, em lembrança, Acariciando o copo... Allegro ma non troppo.
Fogo
Se eu não escrever sobre o que eu me inquiro: “quem sou?”, “que hei de ser”... creia, eu não respiro!
Isto é já clausura da qual não reclamo. Faço, sim, mesura à sentença que amo,
pois, se ora é um exílio, cumpro a minha pena, qual poema – filho da inspirada pena.
Cobre-me o papel: elmo, arma e bandeira! A catarse é o céu numa estrofe inteira!
Meu verso é uma língua de fogo, que eu olho arder, sem que à míngua se extinga seu óleo... |
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