Após ouvir as criativas vozes dos trinta e um concorrentes,
representantes de recantos distintos de Brasil e Portugal,
e refletir sob o prisma de suas perspectivas,

o CONCURSO MUSEU DA PANDEMIA 2020
divulga o resultado da Categoria Artes Visuais.

TÍTULO

AUTOR

CIDADE/ESTADO


Covid Brasil


Jéssica Iancoski


Curitiba/PR


O Estribilho do Amor no Esplendor do Amanhecer


Marcelo Moreira dos Santos


Salvador/BA


COVID-19


Ricardo França de Gusmão


Rio de Janeiro/RJ

Menção Honrosa


Alma


Silviane Figueiredo


Jundiaí/SP

 Os critérios Criatividade, Coerência com o Tema e Impacto Visual guiaram a avaliação dos jurados Cecília Celandroni e Sérgio Alexandre Santos.

 A diversidade de técnicas e as mais variadas formas de expressão da sensibilidade – revolta, ironia, esperança etc – não somente dificultaram essa tarefa de premiar alguns, dentre todos dignos de mérito, mas, também, reafirmam nossa convicção de que, enquanto houver arte, haverá vida.

 Isto que, debaixo dum olhar raso pode soar piegas, !vale sim! a pena afirmar e reafirmar sempre que as circunstâncias (por exemplo uma Pandemia) nos forcem ou a remar contra a maré... ou a desistir à força da adversidade.

 E isto, por sua vez, quer dizer que, teimosos remadores, nos encontraremos, com certeza, em novos mares a singrar...

Parabéns aos 31!!!
Todos receberão Certificados.

Abaixo, confira as obras premiadas.
Em seguida, corra para o YouTube
e veja o fotoclipe editado com a obra vencedora!!!

Covid Brasil
Jéssica Iancoski
O Estribilho do Amor no Esplendor do Amanhecer
Marcelo Moreira dos Santos
COVID-19
Ricardo França de Gusmão
Alma
Silviane Figueiredo

Clique aqui e confira uma matéria sobre o concurso!


Após avaliar os 358 poemas inscritos, com muita satisfação,

o CONCURSO MUSEU DA PANDEMIA 2020 divulga o resultado.

 O prêmio para o 1º lugar é a edição em formato de videopoema; você pode conferir no YouTube.

 Segundo e terceiro colocados receberão Certificados. Além destes, sete poetas foram agraciados com Certificado de Menção Honrosa.

 Nós, da Organização (Valquíria Malagoli) e Comissão Avaliadora (Maria Beatriz Freire e Alex Rosa), sentimo-nos honrados por essa tão difícil quanto feliz tarefa de escolher vencedores entre vencedores.

 Parabéns a todos... Até o próximo certame!

Vencedores

TÍTULO

AUTOR

CIDADE/ESTADO


Intensidade


Gerson Geraldo Rossi


Bueno Brandão/MG


Sobrinhos


Marcos Nunes Loiola


Botuporã/BA


Pretérito


Bruno de Carvalho Castor Pereira


Rio de Janeiro/RJ

Menções Honrosas

TÍTULO

AUTOR

CIDADE/ESTADO

Respiração


Anabela Rute Kohlmann Ferrarini


Rondonópolis/MT

À Espera


Daniel da Rocha Leite


Belém/PA

A Peste


Marcelo da Silva Rocha


São Borja/RS

Alegoria do Vírus


Fábio Soriano Pereira


Nova Iguaçu/RJ

É Preciso


José Leite da Silva


Florianópolis/SC

Recomeçar


Fernando Machado dos Santos


São Paulo/SP

Legado da Pandemia


Leonardo Carvalho Braga


Rio de Janeiro/RJ


Intensidade

Pra viver a vida é preciso uma paixão,
Revelada, não contida.
Nem que seja só por ela, paixão pela própria vida.
Não basta água e comida, não basta sangue e oração,
Pra viver a vida preciso de uma paixão
Pra mostrar que viver é bom, que o amor é um incentivo.
Como disse Drummond: quando morrer quero estar vivo.
Não vou esperar pela sorte
De passar ileso tão perto da morte,
Não vou esperar outra pandemia,
Nem o décimo terceiro, nem minha tomografia,
Uma mudança ou minha parte na herança.
Não vou esperar que eu passe do meio,
Um tropeço, um gesso, um caroço no seio,
Alguém que até hoje não veio.
Para viver a vida
Não preciso pular o muro, antever o futuro,
Não preciso das cartas, de uma visão,
Ou qualquer outro motivo que não seja uma paixão.
Para morrer basta estar vivo, mas para viver, não.

Gerson Geraldo Rossi

Sobrinhos

Há uma caixinha de chiclete sobre o armário da cozinha.
A tua imobilidade desses dias
tem exalado uma tristeza tão cruel
quanto necessária.
É como um vírus
e não há quarentena capaz de evitar
a contaminação.
Em momentos de desespero,
até pensamos em colocar a caixinha em isolamento total,
lá dentro do armário.
Mas não tardou a percebermos
a inutilidade dessa medida:
ainda não aprendemos a isolar a saudade.
Os domingos têm sido os mais difíceis.
A caixinha chora feito uma criança.
Mas à noite, quando a luz da cozinha se apaga,
acende nela a esperança dos velhos dias.
Os lugares mais esconsos desta casa,
de tão acostumados,
sonham com teu tutti-frutti,
tua hortelã.

Marcos Nunes Loiola

Pretérito

Do céu, fez seu único teto.
Do chão, seu íntimo tato.
Nada a deixar de concreto,
senão seu velho retrato
de quando ainda tinha afeto
ou mesmo vestia fato.

Hoje a esperar pelo veto
da vida em derradeiro ato
contempla esse mundo incerto
de dentro de um sonho pacato:
foi de um cão que colheu, decerto,
seu mais humano contato.

Bruno de Carvalho Castor Pereira

Respiração

Inspira... Expira... Respira!
Sobre teus ombros,
o firmamento
Sob teus pés,
cimento.
Fecha os olhos, sente o vento
que sopra quente
poeirento.
Inspira... Expira... Respira!
Ao teu redor,
isolamento.
Estar a sós contigo
é gozo, é tormento?
Fecha os olhos
Olha pra dentro, encontra sonhos,
medo, amor, esquecimento.
Inspira
(acolhe a vida)
Expira
(será hoje a despedida?)

Anabela Rute Kohlmann Ferrarini

À Espera

havia aquele lugar entre as nossas vértebras
a pele, a pressa, o medo, o cansaço das palavras
ali onde a areia dos teus silêncios pousou um gesto
o tempo preso a saber do sopro, essa linguagem viva

o abraço, a passagem transcendente do outro ao outro

havia o milagre do corpo mútuo, uma música
a fragilidade do corpo, a terra febril, o abandono
entre a asa da ausência essa língua que te ofereço
o afeto, uma transfusão, a casa de uma nova palavra

o abraço, o amor por um instante, a nossa interdição

entre as moedas do mundo os demônios, o ar, a agonia
aos mercadores da morte as nossas trincheiras, o agora
o despertar do tempo em um novo instinto, a vida sem ágio
a palavra que pesa ao pensamento, aquilo que não se vende

o corpo de um outro silêncio, semente do sangue, uma árvore
essa memória do mal que outra vez reconhecemos, a história

desce comigo ao fundo da palavra, à casa, à terra, ao presente
lá estão os filhos que ainda teremos, a insurreição dos abraços

dentro daquele lugar entre as nossas vértebras, habitamos a casa.

Daniel da Rocha Leite

A Peste

O bacilo da peste não morre nunca
(Albert Camus)


Nas sacadas da cidade
ninguém adormece.
O vento enovela
estranho estribilho.
A profunda tristeza de estar
se revela.
Mastigamos, sós, o pão do exílio.

Mas a peste, em si,
não desaparece.
Está ali,
Ilíada muda,
antes da ira,
a observar o álbum de fotos,
e a ensinar
esquadrinhar:
doentes, vivos e mortos.

Marcelo da Silva Rocha

Alegoria do Vírus

Que fazer frente a uma pandemia?
Amor? Lives? Ou mesmo fazer nada?
Quem sabe até notar a hipocondria,
trocar o dia pela madrugada?

Manter contato, ou a vida isolada?
Lavar bem a alma como assepsia
com água e razão (suja e viciada),
na busca duma eficaz profilaxia?

Tesão, sadismo, tédio – que mistura
confusa nos incide. Vai, decide:
sanidade ou loucura? Vide a cura,

lide com o vazio do ser, lide
como Hamlet diante da ventura:
não ser? Eis a questão dessa covid!

Fábio Soriano Pereira

É Preciso

É preciso arrostar a pandemia muda e sedenta
É preciso deixar os terremotos individuais acontecerem
A dor deixar de ser um insulto
Apascentar-se da ternura insonte, filha do amor
Envolver-se, na penumbra da tarde, na beleza do lento escuro
Sorrir antes do motivo da lágrima que tateia o instante da dor
Tocar o amor com todo o ser
E desmanchar o amor acreditando em cada consoante, cada vogal
E olhar com amor a forma e o movimento, o gesto e a palavra
E deixar o amor chegar ou partir como chegam e partem as nuvens
E na doçura do olhar entender o desvelo de ser humano
E viver a sombra e o gesto da vida que nunca deixa de ser poesia
O resto é acreditar na voz do coração
para desanuviar os olhos da cegueira
e voltar a enxergar como enxergam as janelas e as varandas

José Leite da Silva

Recomeçar

Abram em seus olhos,
Carreguem suas janelas,
Cada diversa aquarela,
Vozes uníssonas em coro e oração.
Inimigo e aliado,
O preso e o predado
Unidos mão com mão.

Já estava em tempo,
já era hora de lançar nostras ondas pelo mar,
já estava retarda nossa tão grande espera,
Pro mundo meu,
Nosso,
Vosso,
se curar.

Fernando Machado dos Santos

Legado da Pandemia

Das revelações incríveis na pandemia
E das coisas que se achava que sabia
Nada podia me deixar mais contente
Do que estar em família felizmente

Paladares e odores com que se vivia
Encontram assim, então, mais harmonia
Muitos contos e ‘causos’ surpreendentes
Aquecem nossos corações novamente

Se a pandemia nos deixar um legado
De tudo aquilo que é bem sagrado
Será recuperar com muita alegria

A dádiva de haver vivenciado
De modo intenso e abençoado
A união de que chamamos ‘família’

Leonardo Carvalho Braga

Concurso MUSEU DA PANDEMIA 2020

REGULAMENTO

Que ninguém sairá disso como entrou é fato.
O que você quer eternizar deste episódio?
Sua crença na humanidade?
Sua descrença nela?
O quê?
A palavra – conforme sua arte a expressa – está com vocês.
Mais do que “boa sorte” desejamos a todos “boas reflexões”.

Categoria POESIA

I - Inscrição

 A inscrição é gratuita.

 Basta enviar seu poema (somente um e com, no máximo, vinte linhas), em formato .doc ou .docx (fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 12); sem assinatura nem pseudônimo para concursomuseudapandemia@gmail.com

 O prazo para inscrição é de 01 até 31 de maio de 2020.

 Poderão participar quaisquer interessados em versar, em língua portuguesa, sobre o tema proposto, com exceção apenas dos promotores, bem como dos membros da Comissão Julgadora.

 A Comissão Julgadora será composta por dois poetas convidados.

II - Premiação

 O poema premiado será editado e entregue sob o formato de videopoema com até dois minutos de duração.

 O resultado será divulgado, através do site, até 30 de junho de 2020.

 A obra vencedora – já editada – será publicada, até 31 de julho de 2020, no canal no YouTube e, a partir daí, pelo próprio autor nos meios que lhe aprouver.

III - Disposições Gerais

 A Comissão Julgadora é soberana e não caberá recurso de suas decisões.

 Cada autor responderá perante a lei por plágio, cópia indevida ou outro crime relacionado ao direito autoral.

 As inscrições implicam em plena concordância com os termos deste regulamento.

 Jundiaí/SP, 01 de maio de 2020.

Categoria ARTES VISUAIS

I - Inscrição

 A inscrição é gratuita.

 Basta enviar, num arquivo em formato .jpg, com resolução 1920x1080, uma obra de sua autoria (pintura, desenho ou fotografia) sem assinatura ou identificação para concursomuseudapandemia@gmail.com

 O prazo para inscrição é de 01 até 31 de maio de 2020.

 Poderão participar quaisquer interessados, com exceção apenas dos promotores, bem como dos membros da Comissão Julgadora.

 A Comissão Julgadora será composta por dois artistas convidados.

II - Premiação

 O vencedor receberá um clipe de três minutos com uma compilação de obras de sua autoria, incluindo a premiada no presente certame.

 O resultado será divulgado, através do site, até 30 de junho de 2020.

 O clipe será publicad0, até 30 de setembro de 2020, no canal no YouTube e, a partir daí, pelo próprio artista nos meios que lhe aprouver.

III - Disposições Gerais

 A Comissão Julgadora é soberana e não caberá recurso de suas decisões.

 Cada autor responderá perante a lei por plágio, cópia indevida ou outro crime relacionado ao direito autoral.

 As inscrições implicam em plena concordância com os termos deste regulamento.

 Jundiaí/SP, 01 de maio de 2020.


POESIA - INSCRIÇÃO

POESIA - PREMIAÇÃO

POESIA - DISPOSIÇÕES GERAIS

ARTES VISUAIS - INSCRIÇÃO

ARTES VISUAIS - PREMIAÇÃO

ARTES VISUAIS - DISPOSIÇÕES GERAIS